O terrorismo

 

Médio Oriente. Paquistão. Iraque. Nova Iorque. Madrid. Londres. Todos estes lugares e muitos mais que eu podia enumerar têm sido alvo de ataques terroristas que vitimam muita gente inocente.

 

São fanáticos que não se importam de perder a sua própria vida só para dar a morte a outros que eles consideram inimigos. Chegamos ao extremo de ver mães de terroristas que se vão imolar ou já se imolaram, contentes e alegres pelo acto praticado pelos filhos. Mas estas mães ainda têm uma desculpa – é o fanatismo e a ignorância que as faz proceder assim, julgando que os seus filhos vão direitinhos para um paraíso onde tudo é felicidade.

 

Mas que dizer das mães que imolam os próprios filhos? Estou-me a referir àquelas que os matam antes de nascerem. Não é certamente porque julgam que eles vão para um paraíso onde nada lhes falta, mas simplesmente porque consideram a vinda do filho um fardo, um encargo, uma canseira, uma despesa, etc.

 

Considero portanto o aborto como uma das piores formas de terrorismo, talvez o mais repugnante por ter como objecto seres indefesos e inocentes. Dizia o poeta: (…) Que quem é pecador sofra tormentos, enfim; mas as crianças Senhor, porque padecem assim? E será que um aborto não faz sofrer o feto? Faz e de uma maneira atroz. Uma ecografia feita durante a prática de um aborto, mostra o pequeno feto, “fugindo” do estilete assassino, num desejo inconsciente de auto-defesa.

 

Há quem defenda, por ignorância, talvez, que o feto não é um ser humano, mas o distinto pediatra Dr. Gentil Martins afirma: “A mãe é a incubadora de transporte (…). A criança tem direitos e identidade. (…) Muitas anomalias detectadas em ecografias têm correcção extra-uterina. (…) A recolha do líquido amniótico pode provocar deformações que não existiam”.

 

Querem de novo referendar o aborto; o assunto merece uma atenção que nos faz pensar que nada de mais importante se passa entre nós e que mereça tanta atenção. Querem fazer-nos acreditar que estão a defender os direitos das mulheres, só que o resultado é deixá-las traumatizadas para a vida toda, salvo em casos, que eu me recuso a aceitar, em que o instinto materno esteja ausente, o que seria uma grave anomalia.

 

Os prazos do aborto podem ser alargados; o aborto pode ser despenalizado sem condições, mas uma coisa fique bem clara – quando o aborto for legal, continua a ser um assassínio. O que é legal muitas vezes, e é este um dos casos, não é lícito.

 

                                                                                Maria Fernanda Barroca

WB00789_.gif (161 bytes)