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Quer arranjar noivo para casar?
Por favor não pensem que em montei uma agência
de casamentos; nada disso, pois para mim o Matrimónio é um sacramento e não é
qualquer um que deve casar, mas só quem para tal tenha vocação, uma vez que o
Matrimónio é um caminho vocacional.
O assunto é outro. Numa turma universitária de
rapazes e raparigas, um belo dia as moças apareceram o mais despidas possível ou
o menos vestidas possível, o que vem a dar o mesmo. A professora observadora e
sensata, virou-se para elas e perguntou: “Qual a razão de vos vestirdes assim
com tal despudor?” A resposta unânime foi: “Queremos ser atraentes para arranjar
noivo”. A professora não se desconsertou e virando-se para os rapazes disse:
“Sem receios, nem hipocrisia, levante o braço aquele de vocês que escolheria
noiva para casar, entre raparigas como qualquer destas colegas”. O resultado foi
elucidativo – nenhum levantou o braço. Quer dizer, nenhum queria escolher para
mãe dos seus filhos uma rapariga que não prezasse a sua dignidade de mulher,
neste caso no modo de vestir.
A mulher que actualmente tem sido um joguete nas
mãos da publicidade e não só, que se tornou numa mulher-kleenex, não é atraente,
nem arranja noivo por isso. Muitas raparigas solteiras, ao aproximarem-se dos 30
anos, julgando, infelizmente, que a idade lhes está a fugir, recorrem a esse
expediente e agarram o primeiro que cai na rede. Geralmente esses casamentos
estão, à partida destinados ao fracasso.
A mulher deve realmente andar na moda e vestir
de um modo elegante e atraente no bom sentido da palavra, mas para isso é
preciso que desperte em quem para ela olha sentimentos de modéstia, simpatia e
paz, e não pensamentos desonestos. Mesmo que seja moda, fora com as
roupas transparentes, muito justas ou com pano a menos. Essas além de não serem
elegantes, são por vezes ridículas. Confesso que muitas vezes na rua tenho
vergonha de ser mulher, quando vejo algumas apresentarem-se de um modo
excessivamente ousado. À mulher de César não basta ser honesta, mas também
parecer. Estas raparigas, se não querem passar por aquilo que não são, e
felizmente muitas não são mesmo, graças a Deus, devem arranjar-se de modo a não
parecer, evitando assim comentários ou «piropos» inconvenientes, da parte de
quem as quer só para se divertir e nunca para ter uma relação séria que leve ao
compromisso matrimonial de um com uma e para sempre até que a morte os separe.
Maria Fernanda Barroca

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