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Público - 15 Abr 03
"A Reforma Vai
Implementar Uma Cultura de Maior Responsabilidade"
P - Uma das dúvidas levantadas no parecer do Conselho Nacional da Educação ficou por responder nesta versão final: quanto custa esta reforma do ensino secundário? R - Muito menos do que a anterior [do executivo PS]. O custo não está nos novos programas, mas na quantidade de professores para pôr a revisão a funcionar. Esta implica um gasto adicional de 3,4 milhões de euros, que vão ser compensados por causa da diminuição do número de alunos, previsto para os próximos anos. Portanto, o ritmo de contratações não dispara, como previa a outra [porque havia, por exemplo, 17 cursos tecnológicos]. P- Às escolas é pedido que, para além do currículo mínimo, tenham ofertas próprias. Até que ponto estão preparadas para fazê-lo? R - A reforma vai implementar uma outra cultura de mais autonomia e maior responsabilidade. Quanto mais currículo definíssemos, menor seria a autonomia das escolas para propor novas ofertas. P- Até 2004 há tempo para fazer novos programas e formação de professores? R- Todos os programas já homologados estão prontos e vão entrar em vigor já este ano. Para já, não vale a pena estar a fazer alterações dos programas à pressa e só daqui a quatro anos é que fazemos uma avaliação. Entretanto, há tempo para fazer os programas que entrarão em vigor em 2006, como o de Ciência Política ou Clássicos da Literatura. Quanto à formação, a partir de Janeiro e até 2006, vai haver várias acções para as disciplinas novas, como as Tecnologias de Informação e Comunicação. |