|
Público - 18 Fev 03
Algumas Propostas
- Definir, com rigor e igual dignidade normativa, as cinco modalidades de
educação de nível secundário: cursos gerais, cursos tecnológicos, cursos
profissionais, cursos de ensino artístico especializado, cursos de formação em
alternância. Os investigadores falam também na necessidade de esbater
"disparidades regionais na oferta".
- Prosseguir o processo de credibilização social das formações tecnológicas e
profissionais. "É importante que o discurso político valorize séria e
persistentemente estas formações, mas é igualmente imprescindível que a
credibilidade advenha sobretudo de uma valorização real e prática de toda a
sociedade portuguesa, em todos os municípios e nas empresas". Deve criar-se uma
oferta de muita qualidade.
- Melhorar a orientação escolar e profissional no 3º ciclo do ensino básico. "É
preciso informar e esclarecer bem o significado do conjunto dos percursos e
ensino e formação após o 9º ano".
- Introduzir um novo tipo de flexibilidade na oferta de formação tecnológica e
profissional. "A comunicação entre cursos tecnológicos, cursos profissionais e
cursos de formação em alternância é escassa ou nula. A desarticulação é medonha,
a concorrência entre modalidades existe e as sobreposições entre ofertas chegam
a ser, em certos casos, escandalosas. É urgente destruir esta concorrência e
estes guetos". Os investigadores sugerem que "qualquer modalidade de ensino e
formação deveria ser oferecida em instituições educativas de nível secundário".
Mais: cada aluno deveria poder transitar de uma para outra modalidade de
formação "com o mínimo de penalizações".
- Aumentar a oferta e procura das formações técnicas de profissionais.
- Rever e ordenar as quatro modalidades profissionalizantes. Nos cursos
tecnológicos, a rede deve ser reduzida apenas às escolas secundárias que
valorizam realmente estas formações e o plano de estudos deve ser reformulado.
Quanto às escolas profissionais, "não devem continuar a promover exclusivamente
cursos profissionais, podendo abrir a sua oferta à formação em alternância e aos
cursos de especialização tecnológica". Seria também importante "melhorar a
articulação com as empresas" e desligar a certificação técnica da certificação
escolar. Deve aumentar-se a oferta de cursos de formação em alternância e de
formação artística especializada.

|