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Público - 16 Set 03
Ministro faz Balanço "Extremamente Positivo"
Por MARIANA OLIVEIRA
"Um balanço extremamente positivo." Foi com estas palavras que o ministro
da Educação, David Justino, resumiu a abertura do ano escolar, ontem,
durante uma conferência de imprensa, no Porto. O governante admitiu, no
entanto, que existiram alguns "casos isolados" em que as escolas não
conseguiram iniciar aulas ou foram impedidas de o fazer.
Apesar disso, Justino considerou que a situação melhorou relativamente ao
ano passado. "Em 2002, quatro por cento das escolas não iniciaram de
acordo com o calendário previsto, este ano o valor baixou para menos de um
por cento", concretizou o responsável pela pasta da Educação.
Obras atrasadas e escolas a terminar os exames da época de Setembro foram
as razões que o ministro apontou para justificar a não abertura dos
estabelecimentos de ensino. "Para o ano a situação vai melhorar porque a
segunda época de exames vai passar para Julho", garantiu o governante.
David Justino especificou ainda a possibilidade de os professores do 1º
ciclo poderem ser auxiliados por um outro docente nos 3º e 4º anos de
escolaridade, uma das medidas do "Programa de Qualificação" do ensino
básico, apresentadas ontem pelo primeiro-ministro, Durão Barroso. "Com o
encerramento de alguns estabelecimentos vai haver professores sem escola
que poderão ser vocacionados para ajudar os colegas", explicou o Justino.
Respondendo à pergunta de um jornalista sobre os abusos no financiamento
dos contratos de associação, o ministro salientou: "O problema não é
gastar, a questão é saber como e onde se gasta." O Estado faz estes
acordos com instituições privadas de ensino, quando não tem capacidade
para responder às necessidades educativas da população numa determinada
área.
O secretário de Estado da Administração Educativa, Abílio Morgado,
concretizou um dos excessos e avançou que o ministério vai rever os
critérios de pagamento dos contratos, uniformizá-los e fiscalizar a sua
aplicação. "Temos que ser rigorosos, afinal estamos a falar de dinheiros
públicos", concluiu. |