Público - 27 Set 03

Oscilações Significativas, Muitas Explicações

Conhecidas as notas obtidas por cada um dos estabelecimentos de ensino, importa agora perceber as razões que explicam os melhores e piores desempenhos. Será o meio sócio-económico em que se integram? Se assim for, por que razão duas escolas próximas em Lisboa, como a D. João de Castro e a Marquês de Pombal, se distanciam em mais de 500 lugares? Por que é que dois colégios, também situados em Lisboa e ambos ligados à Opus Dei - o Mira Rio e o Planalto -, têm uma diferença de média de 2,6 valores?

Do corpo docente ao tipo de cursos oferecidos, do número de alunos levados a exame à motivação dos próprias turmas, das características familiares e económicas dos estudantes às condições oferecidas pelas escolas, as explicações possíveis são imensas e variáveis.

A análise será tanto mais pertinente no caso das instituições que, de ano para ano, apresentam oscilações significativas. A título de exemplo, veja-se o sucedido com o Colégio La Salle, em Barcelos: com um número de provas semelhante, obteve em 2002 uma média de 12,7 valores, que o colocou na 19ª posição; este ano, não conseguiu mais do que 9,7 e foi "atirado" para o 390º lugar. Ou o caso da secundária Alexandre Herculano que desce cem degraus na lista. E há ainda aquelas que poderão já ter encontrado formas de melhorar a sua prestação. Na Academia de Música de Santa Cecília, a média subiu 1,4 valores, o que permitiu que subisse da 81º para a 5ª posição.

Por que é que tudo isto acontece? Só as escolas o poderão dizer.

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