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Público - 27 Set 03
Disciplina a Disciplina
Quais as escolas que melhor se saíram em cada disciplina? Quais as que
tiveram as notas mais fracas? Como se distribuem pelo sector público e
privado? Onde ficam? Qual a sua evolução nos últimos anos? Seguem-se
alguns indicadores. Optou-se por fazer comparações com o "ranking" feito
pelo PÚBLICO em 2001, porque no do Ministério da Educação, publicado no
ano passado, a metodologia usada para a seriação das escolas foi distinta.
Matemática: média nacional de 7,7 valores
Entre as 30 melhores, 22 são do distrito de Lisboa
A tendência iniciada noutros anos repete-se. É no litoral que se encontram
as melhores notas naquela que é uma das disciplinas onde os desempenhos
são, tradicionalmente, mais desastrosos - a média nacional da 1ª fase de
exames de 2003 ficou-se pelos 7,7 valores (ou 8,9 se tivermos em conta
apenas os alunos interno).
Entre os primeiros 30 lugares da tabela (o PÚBLICO apenas ordenou os 531
estabelecimentos onde mais de 15 alunos internos prestaram provas nesta
disciplina) há 22 escolas do distrito de Lisboa. É preciso chegar até à
43ª posição para encontrar uma do interior do país: a Diogo de Gouveia, em
Beja. Era 112ª em 2001, com 8,7 de média. Este ano teve 11,8.
A média mais alta (15,4 valores) pertence a uma privada: o Colégio São
João de Brito, na capital, que levou 48 alunos a exame. Há dois anos esta
escola já tinha brilhado quando ficou em 2º lugar.
No grupo dos 30 primeiros estabelecimentos de ensino aparecem 17 públicos
e a estatal melhor colocada é a Secundária D. Filipa de Lencastre, também
em Lisboa. Estar entre as melhores também não é novidade para este
estabelecimento que, este ano, conseguiu uma média de 14,1.
No outro extremo, os resultados mais fracos do país pertencem à Básica
Integrada de Pampilhosa da Serra. Um total de 16 alunos internos fizeram
exame, mas não se pode dizer que a algum deles as coisas tenham corrido
bem:
a nota máxima nesta escola foi de 6,5, a mínima de zero. A média é
modesta: 2,6 valores. Foi também aqui que se registou a maior diferença
entre as classificações que os professores atribuíram ao longo do ano e as
que foram conseguidas pelos estudantes no exame nacional: a média da
classificação interna atingiu os 11,58, mais 8,98 valores do que a do
exame.
Um olhar sobre onde estão as piores classificadas de há dois anos, aquando
do primeiro "ranking", mostra que muitas vezes a recuperação é difícil. A
EB 2,3 Prof. Mendes Remédios, em Nisa, que ocupa o penúltimo lugar da
lista, com uma média de 3,9, já era, em 2001, a sexta mais fraca (com
3,5). Algo diferente aconteceu na Secundária de Castro Verde. Há dois anos
era última, com uma média de 2,3 valores; este ano está acima do meio da
tabela, no 207º lugar, com 9,2.
Analisando agora todas as escolas (um total de 604) onde houve exame de
Matemática, independentemente do número de alunos que o fizeram, há dois
dados a reter: apenas 145 em todo o país conseguiram uma média positiva
(de 10 ou mais valores) e mais de centena e meia apresentam médias
internas superiores, em cinco ou mais valores, às médias de exame.
Contudo, também há muitos jovens que se distinguiram nas provas nacionais:
16 escolas, todas elas públicas, tiveram pelo menos um aluno com 20 neste
exame.
Andreia Sanches
Física: média nacional de 6,5
Escolas do interior com média positiva são uma minoria
É a disciplina onde, em 2003, pior se saíram os alunos portugueses. A
média nacional na 1ª fase de exames foi de apenas 6,5 valores (se se
considerar apenas os alunos internos, foi de 7,9), pelo que se estranha
menos os números que se seguem: apenas 104 das 525 escolas onde houve
exame de Física tiveram média de 10 ou mais valores. Se se tiver em conta
somente as 310 escolas que levaram mais de 10 alunos a exame (as que foram
ordenadas pelo PÚBLICO), a percentagem desce: 19 por cento (58 escolas)
conseguiram média positiva. Praticamente todas elas estão no litoral;
apenas uma dezena fica no interior do país.
A melhor média (13,9) é da Secundária Sebastião e Silva, uma pública de
Oeiras que há dois anos ficou no lugar 40, com 12 valores. O Externato da
Nossa Senhora de Fátima, em Manteigas, está no outro extremo da tabela; os
11 alunos que ali foram avaliados, conseguiram, este ano, a média mais
fraca da lista de escolas ordenadas (3,1). A nota máxima obtida neste
estabelecimento de ensino foi sete, a mínima, 0,3.
Mas os maus resultados tocam a todos. Se é certo que oito escolas das
primeiras 30 são privadas, sete das últimas 30 também o são. Mais: entre
estas, há 20 escolas do litoral do país e três da Região Autónoma da
Madeira. A que teve resultados mais fracos foi a Básica e Secundária de
Santa Cruz, na Madeira - os 11 alunos que ali prestaram provas só
conseguiram 1,9 valores. Em 2001 esta escola não constava do "ranking" de
Física do PÚBLICO.
Apesar da descida geral das médias no país, há grandes recuperações. Por
exemplo: há dois anos, a Secundária José Saramago, em Mafra, era 142ª, com
9,9 valores, e, em 2003, passou para 6º lugar, com uma média de 12,5.
Também o Colégio Moderno, que ocupava o 174º lugar, é agora 8º: os seus 12
alunos conseguiram uma média de 12,3 (mais 2,9 valores do que a turma de
há dois anos).
Contudo, como seria de esperar, houve também quem tivesse visto piorar as
já fracas médias que registava. Por exemplo, a Secundária Marquês de
Pombal, em Lisboa, tem a 3ª pior nota do país com 3,3 valores; há dois
anos tinha uma média de seis.
O facto de as notas serem tão baixas nos exames faz adivinhar que nesta
disciplina as diferenças entre notas internas e externas serão grandes.
Olhando apenas para a lista das escolas que têm mais de 10 alunos a fazer
exame, a ideia confirma-se: encontram-se vários casos em que as notas
atribuídas pelos professores resultaram em médias que são seis, oito e 10
vezes superiores às médias obtidas nas provas nacionais. Na Básica e
Secundária de Santa Cruz a diferença entre média interna e de exame é de
11,60 valores.
A.S.
Química: média nacional de 10,1
A maioria conseguiu pelo menos 10 valores no exame
Seis escolas privadas e quatro públicas ocupam o topo do "ranking" de
Química. A Secundária João Silva Correia, em São João da Madeira, tem a
média mais alta: 15,6 valores - o que representa uma subida em relação aos
resultados obtidos em 2001, quando ficou em 26º lugar com uma média de
13,8. Um total de 22 estudantes prestaram provas, tendo a nota máxima sido
20 valores e a mínima 8,6.
A escola que teve piores resultados entre as quase 430 que cumpriram os
critérios para serem ordenadas - um mínimo de 15 alunos a fazerem a prova
- é outra pública. Chama-se EB 2,3/S D. Maria II de Vila Nova da
Barquinha, no distrito de Santarém. Os 18 estudantes inscritos conseguiram
uma média de apenas 5,4 valores. A melhor nota conseguida nesta escola no
exame nacional foi de 19; a mais baixa ficou-se por uns modestos 0,7. Há
dois anos a D. Maria II não constava do "ranking".
Das 30 melhores, apenas uma fica no interior do país, a Secundária de Frei
Rosa Viterbo, em Satão com uma média de 13,9 - já em 2001 não se saía nada
mal e era 37ª. No extremo oposto, entre as 30 com notas mais baixas da
tabela, 26 são públicas, numa localização geográfica mais diversificada:
14, em concelhos do interior, as restantes no litoral ou regiões
autónomas.
Muitas das escolas que no passado ficaram nos últimos lugares continuam
hoje a apresentar resultados fracos: por exemplo, a secundária Poeta
Joaquim Serra, no Montijo, a 2ª com a pior média (5,7), era a 5ª pior (com
5,8 valores). Outras foram lá parar, depois de já terem, há dois anos,
estado na primeira metade da tabela. É o caso da EB 2,3/Secundária Dr.
Isidoro de Sousa, em Viana do Alentejo, que há dois anos tinha uma média
de 11,2 e ocupava a 202ª posição do "ranking"; hoje tem 5,9 de média,
ocupando o 3º posto a contar do fim.
As diferenças entre nota interna e de exame também se fazem sentir muito
nesta disciplina: em 78 escolas, a média da classificação interna é
superior em cinco ou mais valores à média do exame. O Externato Fernando
Pessoa, em Lisboa, é, segundo a lista seriada, o que tem a maior
diferença: 9,54 valores.
A melhor média do país foi conseguida pela Academia de Música de Santa
Cecília, que teve 16,9, mas esta não entra no "ranking" por ter apenas
seis alunos a fazer exame. De resto, a maioria (65 por cento) das 586
escolas onde pelo menos um aluno realizou exame de Química obtiveram
positiva. A média nacional foi de 10,1.
A.S.
Português A: média nacional de 10,6
Públicas entre as melhores e as piores
É uma pública de Vila Nova de Gaia que lidera a lista ordenada das 414
escolas onde 10 ou mais alunos prestaram provas a Português A. Chama-se
Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves e teve 24 estudantes internos
a serem avaliados - a média obtida foi 15,8 valores, mais dois do que há
dois anos quando ficou em 19º da tabela nacional. A nota mais alta
conseguida na Joaquim Gomes Ferreira Alves foi 18,6; o aluno menos bem
sucedido teve 11,5.
Da lista das 30 médias mais altas do país a Português A constam apenas
cinco privadas - o Colégio Oficinas de São José, em Lisboa (com 15,5
valores) aparece logo no 2º lugar. Nesta escola, as notas dos exames
oscilaram entre os 19,5 e os 11 valores. No outro extremo, entre as 30
classificações mais fracas, também predominam as públicas: são 26.
A Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso, em Vila Nova de Foz Côa,
apresenta a média mais baixa do país: 5,7 valores, com 11 alunos a
prestarem provas, ficando em 414º lugar; há dois anos foi 117º e teve uma
média de 12,2, com 19 alunos.
Voltando ao grupo das melhores performances, há outros dados curiosos: as
boas notas estão mais distribuídas em termos geográficos do que acontece
em algumas disciplinas científicas. Se não veja-se: entre as 30 primeiras,
há duas do concelho da Calheta, no Açores, seis do distrito do Porto e
outras tantas de Lisboa; contudo Évora, Vila Pouca de Aguiar, ou Viseu,
por exemplo, também estão representadas. A secundária Frei Heitor Pinto,
na Covilhã, está entre as sete melhores (com uma média de 14,6) no exame
de Português - que, recorde-se, é realizado apenas pelos alunos do
agrupamento de Humanidades. Apesar de ter melhorado, a Frei Heitor Pinto
não é uma estreante nas 100 primeiras: há dois anos ficou em 53º posto com
uma média de 13,1.
Uma das recuperações mais significativas a registar entre as que melhor se
saíram este ano é a da Cooperativa de Ensino Didáxis, um estabelecimento
privado de Vila Nova de Famalicão: era 305º há dois anos, com 11,4 de
média (30 examinandos) e passou para 5º, com 14,9 valores (10
examinandos).
Dos 544 estabelecimentos de ensino onde se realizou pelo menos um exame
nesta disciplina, a esmagadora maioria (424) obteve média positiva.
A.S.
Português B: média nacional de 10,7
Uma escola do Algarve entre as 20 primeiras
Uma escola do interior do país destaca-se no grupo das melhores médias
obtidas pelos estabelecimentos de ensino que tiveram 15 ou mais alunos no
exame de Português B. O 1º lugar é ocupado por um privado do Porto, que
consegue 14,3 - o Grande Colégio Universal. E o 2º pela Secundária de Frei
Rosa Viterbo, uma pública de Satão, com a mesma média, mas mais alunos a
fazerem exame. No colégio houve apenas 16 examinandos, na pública foram
63.
Estas duas escolas têm experiências um pouco diferentes no "ranking". Há
dois anos, o Grande Colégio já era o 10º do país, com uma classificação
exactamente igual à que teve este ano. A Frei Rosa Viterbo ocupava uma
posição bem mais modesta, já que era 272ª, com uma média de 11,7.
Este é o único caso, do conjunto das oito disciplinas analisadas pelo
PÚBLICO em que aparece uma escola do Algarve nas 30 primeiras. Acontece
com Português B. A façanha é da Secundária Gil Eanes, em Lagos, que tem a
17ª melhor média do país. Em 2001 tinha ficado em 134º lugar na tabela com
12,4 de média. No topo dos que se saíram melhor este ano aparecem outros
estabelecimentos de ensino que aumentaram muito as suas médias. É o caso
da Secundária de Barcelos que há dois anos era 369ª (com 11,1 de média) e
agora está em 5º lugar, com 14.
No outro extremo, está o Colégio Cidade da Roda, em Leiria, com a média
mais baixa - 6,2 foi o que conseguiram 37 alunos; há dois anos a média
deste privado foi de 10,4 valores. Outro recorde batido pela mesma escola
é o da maior diferença entre a média interna e a de exame na disciplina de
Português B: a média dos alunos foi 7,57 valores superior àquela que foi
obtida na prova nacional.
O exame de Português B foi realizado em 608 escolas das quais, 77 por
cento (472) tiveram uma média de 10 ou mais valores.
A.S.
História: média nacional de 10,9
Oscilações no topo do "ranking" de 2001 para 2003
A maior parte das escolas (354 das 453 que tiveram 10 ou mais alunos
inscritos) conseguiram um resultado positivo. A mais fraca tem uma média
de seis valores: EB 2,3 de Fornos de Algodres, uma pública do distrito da
Guarda onde as aulas parecem correr melhor do que o teste nacional. A
média de classificação interna ficou 6,23 valores acima da obtida no
exame; a classificação mais alta conseguida foi de 10,1 e a mais baixa de
apenas 1valor. Apesar de melhor posicionado, já há dois anos este
estabelecimento de ensino do interior do país não ficava bem colocado no
"ranking": era 396º, com uma média de 9,1.
Os 10 primeiros lugares da lista ordenada de História repartem-se
equitativamente entre público e privado. A 1ª posição é arrebatada pelo
Colégio Moderno, em Lisboa: 30 examinandos conseguiram uma média de 15,5,
mais 1,4 valores do que em 2001 quando esta escola foi a 15ª do país. A
nota máxima obtida em exame, no Colégio Moderno, foi de 17,9 e a mais
baixa de 9,8.
No grupo dos 30 melhores resultados aparecem ainda duas escolas dos
Açores: a Secundária Geral e Básica das Laranjeiras, em Ponta Delgada
(14,1 de média, ocupando a 15ª posição) e a Secundária Padre Jerónimo
Emiliano Andrade, em Angra do Heroísmo (na 23ª posição, com 13, 8
valores). Em 2001 eram, respectivamente, a 356ª (com apenas 9,7 de média)
e 12ª (com 14,2).
De resto, um aspecto que ressalta de uma análise sobre onde estavam há
dois anos as escolas que em 2003 melhor se saíram nesta disciplina é a
mobilidade. O Externato Marista de Lisboa era 57º e é agora o 2º; a
Secundária de José Gomes Ferreira, também em Lisboa, era 162º e é agora
3º; a D. Filipa de Lencastre, igualmente na capital era 19ª e fica agora
em 4º lugar; a Secundária Caldas das Taipas, em Guimarães, era 91º e é
agora 5ª.
E o que aconteceu ao que ocupavam os primeiros lugares em 2001? O 1º era o
Externato de Penafirme, em Torres Vedras, com 15 valores de média; este
ano ficou-se pelo 214º lugar, com 11,3. A 2ª posição era ocupada pela
Secundária de Montemor-o-Novo, que passou a 108ª; a 3ª era a Cooperativa
de Ensino DIDALVI - Alvito que passou a 191ª.
A.S.
Biologia: média nacional de 9,1
Entre as 50 piores médias, 48 são de escolas públicas
O Colégio Nossa Senhora do Rosário, um estabelecimento privado do Porto, é
o número 1 no exame de Biologia. Com 30 alunos a prestarem provas, esta
escola conseguiu a média mais alta do país - 14,8 valores - tendo
melhorado a sua "performance": há dois anos ocupava a 70ª posição, com
11,9.
Um total de 462 escolas foi seriado (ou seja, tiveram mais de 15 alunos a
fazer exame). Há 19 públicas no grupo das 30 que apresentam os melhores
desempenhos, mas os primeiros 10 lugares são dominados pelos privados.
Nesta disciplina, onde a média do exame nacional foi de 9,1 valores
(alunos internos e externos), apenas 173 estabelecimentos de ensino
tiveram médias positivas. Entre as 50 notas mais baixas, 48 dizem respeito
a escolas
públicas. Foi na EB 2,3 de Murça, distrito de Vila Real, que as coisas
correram pior: a média no exame obtida pelos alunos deste estabelecimento
foi de 5,1 valores, bem mais fraca do que em 2001, quando esta EB
conseguiu 9,3); o melhor aluno conseguiu 11,3 e o menos feliz, ficou-se
pelo 1,1.
A EB 2,3 e Secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, é
penúltima do "ranking", mas distingue-se também por ser aquela onde se
verifica uma maior diferença entre a média da classificação interna (a que
os professores atribuem aos seus alunos) e a classificação do exame. A
primeira foi de 15,96 valores. No exame os alunos não conseguiram mais do
que 5,3 (menos 10,66). A Secundária Eça de Queirós-Santa Maria dos
Olivais, Lisboa, não fica muito atrás: a diferença é de 10,16 valores.
Biologia é aliás a disciplina onde se registam algumas das maiores
diferenças entre nota externa e interna. Entre as escolas onde se realizou
pelo menos um exame, 222 têm médias internas de cinco ou mais valores do
que as médias obtidas pelos alunos na prova nacional.
Outra característica da lista ordenada de Biologia é mostrar como os
melhores resultados estão claramente no litoral norte: entre as 30
melhores médias 20 pertencem a escolas que ficam a norte do distrito de
Lisboa, das quais apenas três longe da costa. É preciso chegar à 42ª
posição para encontrar uma escola do sul - a Secundária Poeta António
Aleixo, em Portimão.
A secundária dos Carvalhais, em Mirandela, que há dois anos ficava no fim
da lista seriada, com 3,9 valores de média, não consta do "ranking" de
2003, porque apenas oito alunos fizeram a prova. A média que conseguiram
foi 5,4 valores. Já a Secundária Virgílio Ferreira, em Lisboa, com 14,7
valores tem a segunda melhor média do país, mas não entra no "ranking"
porque tem apenas 13 alunos - situação semelhante acontece com outros
estabelecimentos de ensino que, tendo notas muito elevadas, tiveram um
número muito reduzido de alunos a prestar provas.
A.S.
Psicologia: média nacional de 11,1
As cinco primeiras são privadas de Lisboa
Sete escolas privadas, cinco das quais são de Lisboa, lideram a lista das
512 onde se realizaram mais do que 15 provas de Psicologia. O Colégio São
João de Brito, na capital do país, é o que tem melhores classificações (em
2001 era 5º). Os 20 alunos internos que ali prestaram provas conseguiram
uma média de 15,7 (mais 1,2 valores do que há dois anos). A nota mais alta
foi 19,7 valores, a mais baixa 10,1.
A primeira pública aparece na 7ª posição e é a EB 2,3 e Secundária Monte
da Ola, em Viana do Castelo, que levou 16 a exame: as classificações
oscilaram entre os 19 e os 12 valores, a média foi de 15,3. A. Já no ano
passado esta escola também se encontrava nas primeiras sete do país.
Olhando apenas para as 10 melhores médias deste ano, constata-se que o
Externato Afonso Henriques, em Resende, é a escola que regista a maior
subida relativamente a 2001: era 132º, com 11,9 valores e 32 alunos;
actualmente é 10º, com uma média de 15,2 valores e 26 examinandos.
A secundária Patrício Prazeres, uma pública de Lisboa, é a que tem a
classificação média mais fraca - 5,1. Este é um daqueles casos que
demonstram quão variáveis podem ser os "rankings" de um ano para o outro -
em 2001, a Patrício Prazeres estava acima do meio da tabela (no lugar
278), com uma média de 11,1 valores.
Apesar de genericamente os desempenhos a Psicologia serem melhores do que
noutras disciplinas, o interior continua sub representado nos primeiros
lugares. Entre as 30 escolas mais fracas, 12 ficam longe do litoral do
país e outras duas situam-se na Região Autónoma da Madeira.
Houve médias bem mais altas do que as que foram ordenadas pelo PÚBLICO,
caso das obtidas pelo Instituto de Odivelas, com 17,6 valores, ou pela
Escola Secundária Oliveira Martins, no Porto, com 16,9 - estas escolas
tinham, no entanto, menos de 15 alunos.
Das 598 escolas onde se realizou pelo menos um exame de Psicologia, 492
obtiveram média positiva. Três dezenas de estabelecimentos de ensino
apresentam diferenças entre nota interna e de exame superiores a 5
valores. A maior dessas diferenças verifica-se na Escola Secundária N.º 3
dos Olivais: a média interna foi de 13,83, a do exame 5,4 - uma diferença
de 8,43 valores.
A.S. |