|
Portugal Diário - 10 Nov 03
Deduzir propinas nos impostos
Estudantes do ensino superior privado querem que o limite da dedução para
propinas suba para 2.500 euros
Os estudantes do ensino superior privado querem que o limite da dedução à
colecta em gastos para propinas suba para 2.500 euros, defendeu este
domingo, no Porto, o dirigente federativo José Alberto Rodrigues.
"Pensamos que a única solução aceitável será o aumento dos actuais 550
euros para 2.500 euros, que é a média dos gastos anuais dos estudantes do
ensino superior privado com propinas, disse José Alberto Rodrigues,
presidente da Federação Nacional das Associações dos Estudantes do Ensino
Superior Privado (FNAESP).
Esta foi uma das conclusões do Encontro Nacional de Associações de
Estudantes do Ensino Superior Particular e Cooperativo, que se realizou
nas instalações da Universidade Portucalense no Porto.
"Esta é uma das medidas que o Estado pode implementar para garantir uma
maior igualdade entre os estudantes do ensino superior privado e público,
dando cumprimento ao estipulado na Constituição", acrescentou José Alberto
Rodrigues.
Os estudantes querem também que os resultados da avaliação às instituições
do sector privado sejam objecto de divulgação pública, para que os
estudantes possam escolher as escolas tendo em conta essa avaliação.
A FAESP reivindica também o aumento dos apoios directos e indirectos da
Acção Social Escolar (ASE), nomeadamente através de subsídios para
cantinas e residências de estudantes.
Os estudantes do sector privado pretendem também que a homologação dos
cursos - que actualmente pode demorar dois a três anos - passe a ter
resposta por parte da respectiva comissão nacional de avaliação num prazo
máximo de um ano.
Da mesma forma, os estudantes pretendem também que as respostas daquela
comissão às propostas de restruturação de cursos sejam dadas num prazo
máximo de seis meses.
Finalmente, a FNAESP pretende que a estabilidade das propinas nos cursos
superiores privados seja contratualizada no início dos cursos, garantindo
assim que não haverá aumentos bruscos.
"Queremos que os estudantes e as suas famílias tenham alguma segurança
relativamente a quanto lhes vai custar terminar o curso, mediante um
contrato que assegure limites aos aumentos de propinas", acrescentou José
Alberto Rodrigues. |