Nota de Imprensa do Gabinete
do Dep. José RIBEIRO E CASTRO-
06 Mai 09
Dia Internacional da Família Ribeiro e Castro exorta União Europeia a
reconhecer socialmente a importância dos cuidados
familiares
Antecipando o Dia Internacional da Família, que se
celebrará no próximo dia 15 de Maio, o deputado ao
Parlamento Europeu José Ribeiro e Castro, em
conjunto com outros colegas, apelou à Comissão
Europeia e aos Estados-membros da UE para que
valorizem o trabalho prestado pelos "cuidadores
familiares", isto é, por aqueles que prestam
cuidados não remunerados a doentes, idosos,
deficientes e crianças no contexto familiar e que,
nessa qualidade, são excluídos das legislações e das
políticas europeias, em particular da legislação do
trabalho e da segurança social.
Não obstante o muito valioso papel social dos
cuidadores familiares e dos serviços que prestam,
nomeadamente na resposta às necessidades dos idosos
e das crianças, aqueles não têm merecido a devida
atenção por parte das instituições europeias, nem
dos Estados-membros.
Para Ribeiro e Castro, "os cuidadores familiares, as
pessoas que, nas nossas casas, nas nossas famílias,
cuidam, tratam e acarinham os mais vulneráveis, os
que mais precisam, constituem uma riqueza social
esquecida, a que, de maneira muito injusta, os
poderes públicos não dão o devido valor."
"Aqueles que fazem da doação aos restantes membros
da sua família uma opção de vida, permanente ou
episódica - prosseguiu o deputado português -, bem
merecem o respeito e o apoio dos Estados,
designadamente através da inclusão do trabalho com
os cuidados familiares nos sistemas de Segurança
Social e, consequentemente, do reconhecimento dos
cuidadores como trabalhadores."
"Quem trabalha dessa maneira em casa não é menos
trabalhador que qualquer outro que exerce outra
actividade fora do contexto familiar. A Comissão
deve agir para acabar com esta injustiça." -
concluiu.
Estas afirmações foram produzidas numa conferência
de imprensa no Parlamento Europeu, em Estrasburgo,
em conjunto com as colegas Kathy Sinnott (grupo IND/DEM),
Anna Záborská (PPE/DE), Marian Harkin (ALDE) e Marie
Panayotopoulos-Cassiotou (PPE/DE), que se associaram
na promoção da mesma iniciativa, com origem no
Intergrupo da Família e Protecção da Infância.
A deputada irlandesa Marian Harkin sublinhou que
"está em causa o estatuto de 100 milhões de cidadãos
europeus, que se dedicam especialmente a cuidados
familiares e que têm visto os seus direitos sociais
completamente desprezados", enquanto a sua
compatriota Kathy Sinnott, depois de chamar a
atenção para o facto de que "a evolução demográfica
torna-nos cada vez mais dependentes dos cuidadores
familiares", repudiou que "sejam empurrados para
situações inaceitáveis de pobreza, mercê do seu
sacrifício pessoal" e afirmou que "a Europa teria um
futuro bem negro se não cuidar dos cuidadores".
Por seu turno, a deputada grega Marie
Panayotopoulos-Cassiotou, presidente do Intergrupo
da Família e Protecção da Infância, referiu que "o
trabalho não-pago não pode continuar a ser
socialmente discriminado, no que representa, aliás,
uma dupla discriminação: nem remuneração, nem
direitos sociais". E Ribeiro e Castro, a concluir,
para responder a uma jornalista que perguntara se as
propostas avançadas não seriam "idealistas",
declarou: "Toda a segurança social foi absolutamente
idealista antes de ser instituída. O que queremos é
que os Estados se concentrem nas necessidades e
direitos destas pessoas e encontrem as respostas que
ponham termo a uma discriminação intolerável,
consagrando o seu devido reconhecimento social."