Expresso online - 02 Jun  05

Investigadores concluem
Amor é a experiência mais poderosa
 
Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o amor é a experiência mais poderosa e duradoura para cérebro.
 
O sexo e o amor podem ocorrer juntos, mas para o cérebro não são a mesma coisa, refere o estudo, acrescentando que o amor «é definitivamente mais poderoso que o impulso sexual».
 
«As áreas do cérebro activadas quando alguém olha para uma fotografia da pessoa amada coincidem apenas parcialmente com as regiões ligadas à excitação sexual», revela Arthur Aron, um dos autores do estudo a publicar na edição de Julho da revista «Journal of Neurophysiology», publicada pela Sociedade Americana de Fisiologia.
 
«O sexo e o amor romântico envolvem sistemas do cérebro muito diferentes», concluiu a equipa, que envolveu investigadores em neurociência, antropologia e psicologia social.
 
Os investigadores usaram no seu trabalho imagens obtidas por ressonância magnética dos cérebros de 17 homens e mulheres jovens que se tinham «apaixonado loucamente» pouco tempo antes. Os participantes no estudo responderam a questionários enquanto os seus cérebros eram observados por scanner.
 
O amor parece activar as partes do cérebro que são ricas em dopamina, um composto químico que tem efeito sobre as emoções. Outros estudos relacionam essas áreas do cérebro com a motivação por recompensas.
 
«Para nossa surpresa, as regiões activadas pelo amor romântico intenso foram principalmente as do lado direito do cérebro, enquanto que as regiões activadas pela atracção facial foram principalmente as do lado esquerdo», referiu Lucy Brown, do Albert Einstein College of Medicine, que também participou no estudo.
 
O processo dos sentimentos românticos envolve «uma constelação de sistemas neurais», conclui o estudo, segundo o qual o amor ganha claramente ao sexo no que se refere ao seu poder sobre a mente humana.
 
«O amor romântico é a mais poderosa de todas as experiências humanas», segundo outra autora do estudo, a antropóloga Helen Fisher, da Universidade de Rutgers.
 
Outra conclusão é que à medida que a relação amadurece, o mesmo se passa com a mente.
 
«Encontrámos várias áreas do cérebro onde a força da actividade neural mudou com a duração do romance», disse Brown, acrescentando que se pode observar o que acontece no cérebro à medida que uma relação evolui.

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