Como Sócrates via o país há um ano... (Debate
parlamentar de 20 de Julho, 2007)
"O país está melhor do que estava há dois anos.
Muito melhor"
"[O desemprego] continua a ser o problema social que
mais nos preocupa e mobiliza os nossos esforços"
"Economia, consolidação orçamental e emprego - estes
são os temas centrais da nossa agenda política"
"Temos a consciência de que a dívida e o défice são
maus. Isso condiciona as opções democráticas, mas
também condiciona o Estado.Por isso não desistiremos
de prosseguir esta linha de redução do défice"
"Digo não a todas as propostas totalmente
irresponsáveis de baixa imediata de impostos"
"Estamos na direcção certa a caminho de mais
crescimento, mais emprego, mais rendimentos e mais
oportunidades para todos"
"Vamos criar uma nova prestação do abono de família
que será paga às futuras mães a partir do terceiro
mês de gravidez. O valor do abono dependerá dos
rendimentos"
"Quero garantir que enquanto estivermos no Governo
nenhum funcionário será penalizado por delito de
opinião"
"Não dou lições de liberdade [democrática], não
admito é que mas dêem! Está bem? Não admito isso!"
"As prioridades da presidência portuguesa são claras
e conhecidas: o novo tratado, as relações com o
Brasil e com África; a Agenda de Lisboa; o plano
tecnológico para a energia"
"Este ano cresceremos também já próximo dos 2 por
cento - o maior crescimento dos últimos seis anos -
o que vem confirmar que a nossa economia prossegue
de forma consistente uma trajectória segura de
crescimento"
"Ainda não foi possível reduzir a taxa de
desemprego. mas já foi possível conter o crescimento
do desemprego. No entanto, a nossa economia já está
a criar mais empregos do que aqueles que se perdem"
"O défice orçamental ficará abaixo dos 3 por cento,
o que significa que as contas públicas estão
finalmente controladas e que vencemos a crise
orçamental dos últimos anos"
"Portugal saiu da lista dos países de alto risco na
segurança social"
["Em 2008] todos os idosos com mais de 65 anos com
rendimentos abaixo do limiar de pobreza terão
direito a um complemento solidário"
"O ano de 2008 terá o maior aumento do salário
mínimo da década"
"Temos este ano [2007] mais alunos no ensino
secundário. Temos mais 17% de alunos no ensino
superior. E temos, finalmente, 360.000 portugueses
que decidiram inscrever-se no programa Novas
Oportunidades"
"A Presidência Portuguesa da União Europeia foi uma
das presidências mais bem sucedidas dos últimos
anos"
Compreendo o desânimo das famílias portuguesas face
à conjuntura económica"
"Esta crise ninguém esperava.(...) Estamos a viver
um momento difícil para a economia portuguesa e para
a economia mundial"
"Há agora mais razões para descer o IVA do que há
uns meses"
"Reduzir impostos em 2009 seria uma aventura. Não
sei como chegaremos ao final do ano, mas não tenho
nenhuma base que possa levar-me a garantir uma
execução orçamental com as contas públicas em ordem
e com uma descida de impostos"
"Descer o ISP [imposto sobre os combustíveis] teria
um impacto nas contas públicas que não temos
condições para suportar. Mas estamos a estudar a
instauração de uma taxa que possa conter os lucros
excessivos das petrolíferas"
"Temos que manter um esforço de rigor orçamental ao
mesmo tempo que todas as margens de manobra que
arranjarmos devem ser dirigidas a quem precisa"
"Quero alterar os limites máximos do IMI" [Imposto
Municipal sobre Imóveis] (...) É inadmissível que
neste momento difícil as famílias sofram um aumento
de 15 por cento no IMI"
"O que devemos fazer é ajudar quem precisa de ajuda
e manter o esforço de rigor orçamental (...) e não
ceder a todas as reivindicações"
"Vamos aumentar significativamente as deduções
fiscais das famílias mais carenciadas com despesas
de habitação"
"A taxa de risco de pobreza em 2004 era de 20 por
cento, de 19 por cento em 2005 e 18 por cento em
2006. Temos muitas dificuldades e fragilidades
sociais, mas estamos a melhorar"
[Sobre os grandes investimentos públicos, TGV]
"O que compromete o futuro do país é deixar de
investir nos projectos modernizadores. Eu não me
resigno nem olho para trás, pois considero que se
trata de projectos mobilizadores"