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Público - 3 Jul 03
Professores Querem Integração do Pré-escolar no Ensino Obrigatório
Por I.L.
As 12 organizações de docentes que integram o Secretariado Inter-Associações
de Professores (SIAP) defendem o alargamento da escolaridade obrigatória
ao ensino infantil e propõem ao Governo que inclua esta
medida na sua proposta de Lei de Bases da Educação. Num
comunicado divulgado anteontem, o SIAP "lamenta que
Portugal não preveja a frequência obrigatória, até ao final da
década, de, pelo menos, o último ano do ensino infantil [correspondente
aos 5 anos de idade]". Afinal, dizem, não só este é o
modelo mais comum na Europa, como "todos os estudos
sustentam que a frequência do pré-escolar contribui, de
forma decisiva, para a diminuição do insucesso escolar e
facilita uma mais precoce integração social e aquisição de hábitos de
trabalho", lê-se no seu contributo para a discussão da proposta de lei do
Governo. Os professores questionam ainda se a antecipação do início do
ensino secundário para o 7º ano significará que os alunos vão passar a
escolher o tipo de curso que querem frequentar logo a partir dos 12 anos.
Se assim for, o SIAP entende que é "demasiado prematuro"
para se fazerem essas opções. Ainda em relação à
reformulação da duração dos ciclos de estudo, as
associações de professores lembram que o facto de o actual 3º ciclo (do 7º
ao 9º ano) deixar de ser o fim da escolaridade básica e obrigatória e
passar a ser o início do secundário "provocará profundas
contradições com o actual Currículo Nacional do Ensino
Básico cuja implementação, a nível nacional, se iniciou
este ano lectivo". De positivo SIAP destaca a referência, na
proposta de lei de bases, à educação ao longo da vida e à educação à
distância, "se bem que de forma demasiado genérica". Entretanto, a CGTP
propôs também aos grupos parlamentares e à comissão de Educação o
adiamento da aprovação do diploma, por entender que a
"sociedade está totalmente alheada da discussão de uma
matéria de tão grande relevância social e económica".

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