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Público - 1 Jul 03
Informação Sobre Escolas Secundárias do País Compilada em Livro
Por ISABEL LEIRIA
Chama-se "Roteiro das Escolas com Ensino Secundário 2002-2003" e pretende ser
uma espécie de guia dos estabelecimentos de ensino de todo o país que têm esta
oferta. O livro foi agora editado pelo Ministério da Educação (ME) e apresentado
ontem, em Lisboa, pelo ministro David Justino, como um "primeiro passo
fundamental no sentido de haver mais e melhor informação sobre as escolas".
Número de estudantes, oferta e projectos educativos existentes na escola, apoios
sociais ou as médias dos exames nacionais obtidas pelos alunos nos últimos três
anos, para além de informações mais prosaicas como a morada, o telefone e os
transportes de acesso são algumas das características compiladas no roteiro.
As informações recolhidas pelo Departamento de Avaliação, Planeamento e
Prospectiva dizem respeito a um total de 877 estabelecimentos de ensino,
públicos e privados, que, neste ano lectivo, ministraram cursos de nível
secundário - gerais, tecnológicos, 10º ano profissionalizante, ensino artístico
especializado, recorrente e profissional. Não existe, no entanto, quaisquer
dados sobre a composição do corpo docente (mobilidade, média de idades), sobre
taxas de sucesso ou dimensão das turmas, por exemplo.
Com a promessa de que este ano o ME voltará a publicar os resultados dos exames
nacionais por escola - acompanhados de outros indicadores socioeconómicos mas
desta vez sem elaborar um ranking ponderado - , o ministro da Educação garantiu
ainda para breve a divulgação de um "Atlas da Educação". Trata-se de uma
"cartografia" de todos os indicadores que caracterizam as escolas, a nível
concelhio e regional", explicou. A comparação do custo por aluno ou o desvio das
notas relativamente à média dos exames nacionais são algumas das referências.
Liberdade de escolha
Para David Justino, este retrato das escolas é tanto mais útil quando o ME abriu
as portas a que os alunos possam, a partir do próximo ano lectivo, matricular-se
ou transferir-se para uma qualquer escola secundária, independentemente da sua
área de residência ou local de trabalho dos encarregados de educação. "Não vale
a pena defender a liberdade de escolha, por muito limitada que seja, se os
alunos e famílias não dispuserem de informação sobre as escolas. Este é um
primeiro passo para que esta informação possa existir, de forma sintética e que
permite a comparação entre estabelecimentos de ensino", justificou.
Quanto à possibilidade de se escolher livremente a escola que se quer frequentar
(por identificação com o projecto educativo, define-se no despacho), o ministro
sublinhou que, cada vez mais, caberá aos estabelecimentos de ensino
"conquistarem" os alunos. No entanto, esta liberdade de opção continua a estar
condicionada à existência de vagas, sendo certo que os estudantes que moram na
área de residência e os que já frequentam o estabelecimento de ensino têm
prioridade sobre os outros.
O "Roteiro das Escolas com Ensino Secundário" já se encontra à venda nas
principais livrarias (custa 5 euros) e será oferecido a cada um dos
estabelecimentos de ensino.

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