|
Público - 25 Jul 03
7,5 por Cento dos Professores Não Têm Horas Lectivas Suficientes
Por B.W.
A diminuição do número de alunos começa a sentir-se a partir do 2º ciclo e
uma consequência directa é o aumento da percentagem de professores do
quadro com falta de horas lectivas para dar: 7,5 por
cento, mais meio ponto percentual que no ano lectivo de
2001/2002, diz o relatório da Inspecção-Geral da
Educação.
De entre os 7,5 - este número tem vindo a subir: em 2000 eram 3,5 por cento
-, apenas 0,2 por cento são "horários-zero", ou seja, docentes que estão
nas escolas mas não leccionam. Em média cada "horário-zero"
tem 18,5 horas em falta (os professores devem leccionar
22 horas semanais ) e é em Lisboa que esta média é mais
elevada. Os restantes 7,3 por cento representam
professores com insuficiência de horas lectivas, que têm 3,5 horas em falta.
Apesar de a legislação não prever que a esses professores, e aos que têm
redução de horário devido à idade e tempo de serviço, sejam atribuídas
horas extraordinárias, a IGE concluiu que 10,7 por cento
dessas horas foram indevidamente atribuídas. Isso tem um
custo anual de cerca de 750 mil euros, calculou. Mas a
IGE não atribui culpas às escolas e refere que esta situação
se deve ao facto de no início do ano lectivo ainda não estarem
disponíveis recursos, que só são pedidos na segunda parte
do concurso. O número de horários requisitados nessa
altura, bem como na fase regional - em relação à amostra
foram 11 mil - "sugere que pode ser a repartição das decisões de
gestão por diferentes momentos do processo de lançamento do ano lectivo a
provocar soluções menos correctas".

|