Público - 12 Jan 07

 

Maioria não autoriza IVG por "desejo" da mulher

 

É uma das contradições dos resultados ao questionário. Embora a maioria defenda o "sim" no referendo, são mais (45%) os que dizem não dever ser autorizada a IVG "quando a mãe não deseja ter um filho" do que os que acham que deveria ser autorizada (43%). De assinalar que, caso o "sim" vença, esta é uma possibilidade legal: ou seja, até às dez semanas, a mulher pode requerer uma IVG, se o desejar. A prova de alguma confusão sobre o que está em causa nesta consulta popular, entre os inquiridos, é ainda mais notória quando se percebe que do total de votantes no "sim" 24 por cento afirmou não dever a IVG ser autorizada nesta situação. A falta de condições de sustentação de uma criança, por sua vez, só para 49 por cento justificariam a IVG, com 40 por cento a não considerar esse factor como suficiente.