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Fórum da Família - 20 Mar 03 Nações Unidas revêem números da população mundial As Nações Unidas rectificaram, em Fevereiro passado, as suas estimativas quanto à população mundial em 2050, apresentando números que apontam para os 8.9 biliões, menos 400 milhões que os 9.3 biliões anteriormente previstos. Nesta revisão considera-se que menos 200 milhões se deverão a vítimas da SIDA e os outros 200 milhões à queda da natalidade, em consequência da redução das taxas de fertilidade. Pela primeira vez a Divisão para a População das Nações Unidas prevê a queda das taxas de fertilidade nos países desenvolvidos para valores abaixo dos 2.1 filhos/mulher, o mínimo necessário para garantir a substituição de gerações. Os prognósticos apontam para que, perto de 2050, três em quatro países de regiões menos desenvolvidas tenham taxas de fertilidade abaixo dos níveis mínimos de substituição. O relatório “World Population Prospects: The 2002 Revision” confirma as conclusões principais retiradas de estudos anteriores sobre crescimento populacional: - Se os níveis de fertilidade permanecerem constantes em todos os países, a população mundial poderá duplicar por volta de 2050, atingindo 12.8 biliões. Porém, com base nas novas estimativas, prevê-se que a população das regiões mais desenvolvidas, actualmente com 1.2 biliões, varie ligeiramente durante os próximos 50 anos. - Trinta e três países deverão ter menos população que actualmente: o Japão perderá 14% da população, a Itália 22%, a Bulgária, Estónia, Geórgia, Letónia, Rússia e Ucrânia perderão entre 30 a 50% das respectivas populações. - Em contraste, nas regiões menos desenvolvidas prevê-se um crescimento sustentado de 4.9 biliões em 2000 para 7.7 biliões em 2050. - As populações do Burkina Faso, Mali, Níger, Somália, Uganda e Iémen deverão quadriplicar devido às taxas de crescimento superiores a 2.5% entre 2000 e 2050. - Nos países mais populosos esperam-se grandes aumentos populacionais, ainda que os níveis de fertilidade previstos sejam baixos. - Entre 2000 e 2050 oito países serão responsáveis por metade do crescimento populacional: Índia, Paquistão, Nigéria, Estados Unidos, China, Bangladesh, Etiópia e Congo. Fontes: Associated Press; Pro-Life Infonet |