Fórum da Família - 08 Jan 03

Pílula e doenças de transmissão sexual

             O diário “Toronto Star” apresentou no dia 28 de Novembro de 2002 os resultados de um estudo realizado no Canadá sobre uma possível relação de causa-efeito entre o consumo da pílula contraceptiva e uma maior vulnerabilidade às doenças de transmissão sexual (DTS).

            Um grupo de investigadores da McMaster University constatou que as pílulas mais vulgares e outros contraceptivos químicos como Depo-Provera tornam as suas utilizadoras “significativamente mais vulneráveis” às DTS, tais como a SIDA e a Clamídea.

            Segundo estes cientistas, a hormona progesterona – usada em produtos contraceptivos e abortivos – bloqueia a capacidade do sistema imunológico feminino para combater as infecções virais. De facto, as DTS mais letais são de origem viral e não bacteriológica. O Dr. Charu Kaushic, professor de patologia da McMaster University, apresentou estes resultados durante um encontro internacional de investigadores da SIDA, organizado pela Rede de Tratamento de HIV em Ontario.

            De acordo com este grupo de investigação, o efeito da progesterona sobre o sistema imunológico foi testado com ratos. Verificou-se que o risco de infecção com HIV (que origina a SIDA) é 100 vezes maior nos animais que receberam progesterona do que naqueles que não receberam esta hormona.

            O “Toronto Star” adianta que o relatório completo será publicado na revista científica “American Journal of Epidemiology” no início de 2003.

            Estes resultados estão de acordo com estudos realizados em prostitutas no Quénia, segundo os quais se verificou que a incidência de SIDA era maior nas que usavam pílula do que nas que não usavam.