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Fórum da Família - 21 Mai 03 Aborto e depressão nervosa: possível ligação As mulheres com historial de aborto terão um risco significativamente acrescido de depressão nervosa em comparação com outras mulheres que deram à luz, de acordo com o que sugere um estudo americano, abrangendo um universo representativo de 1.884 mulheres e publicado no último número de “Medical Science Monitor”. A equipa de investigação, liderada pelo Dr. David Reardon, comparou dados de mulheres que tiveram a primeira gravidez entre 1980 e 1992 e verificaram que, passados, em média, 8 anos, o risco de contrair depressão clínica era 65% superior nas mulheres cuja primeira gravidez terminou em aborto. “Esta constatação vem contribuir para o crescente número de estudos que ligam o aborto a elevadas taxas de doença psiquiátrica, abuso de drogas e suicídio”, adiantou o Dr. David Reardon. A principal recomendação feita pelos autores deste estudo aponta para necessidade de realizar mais investigações sobre este assunto, salientando que, já em 1988, o cirurgião Everett Koop recomendava um estudo mais abrangente, no sentido de examinar cuidadosamente as complicações decorrentes do aborto, embora tal não tenha sido feito. Reardon acredita que a batalha política à volta do aborto tenha bloqueado fundos federais para investigação nesta área: “Infelizmente há pessoas mais preocupadas em proteger a imagem pública do aborto que em defender a saúde das mulheres”. Fontes: Cougle, J.R.; Reardon, D.C.; Coleman, P.K.; “Depression associated with abortion and childbirth: a long term analysis of the NLSY cohort”; Med. Sci. Monit., 2003; 9(4): CR105-112. |