Fórum da Família - 18 Mar 03

Parlamento Alemão pede proibição da clonagem

             O Parlamento alemão lançou uma surpreendente repreensão (21.02.2003) ao governo de Gerhard Schroeder ao aprovar de forma esmagadora uma declaração urgindo o governo a mudar a sua posição nas Nações Unidas e a assumir a proibição de todas as formas de clonagem humana.

            A declaração, aprovada por quase todos os deputados do SPD, CDU e Verdes, sugere ao governo que colabore com os Estados Unidos na consecução deste objectivo. Ainda que o resultado desta votação não seja vinculativo, a aprovação de tal recomendação quase por unanimidade revela-se incontornável e quase impossível de não ser tida em conta por parte de Schroeder.

            A declaração estabelece que a clonagem constitui uma violação da dignidade humana e que não há distinção moral entre os vários tipos de clonagem, uma vez que toda a clonagem conduz à criação de embriões humanos. A clonagem dita terapêutica merece uma consideração especial. Ao contrário do que tem sido veiculado, torna-se ainda mais infame pelo facto de não ser procurada pelo valor de uma vida em si mesma, mas para criar embriões com o fim de os instrumentalizar, supostamente, em benefício de terceiros.

            A declaração considera que “a proibição internacional de qualquer tipo de clonagem deve ser um objectivo da política alemã”, e recomenda ao governo alemão a união de esforços com os EUA neste sentido, o que parece ser embaraçoso, dada a posição crítica alemã manifestada em Setembro de 2002 nas Nações Unidas, relativamente às negociações americanas sobre este assunto.

            Com este resultado torna-se evidente que o parlamento alemão irá estar atento às movimentações do seu governo em Nova York. Maria Bohmer, líder parlamentar da CDU, espera que alemães e franceses revejam as suas posições e que assumam nesta matéria uma política convergente com os EUA: “É uma boa oportunidade para se chegar a uma aliança contra a clonagem. Juntos com a França, os EUA e outras nações podemos estabelecer uma aliança no que se refere a este importante tema para o nosso futuro”.

 Fontes: cfam; Human Rights Institute; Pro-Life Infonet