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Ecclesia - 14 Fev 2003
Dia de São Valentim faz pensar no namoro cristão
Octávio Carmo
O tipo de celebração do "Dia dos namorados" tornou-se demasiado comercial e
consumista, o que o torna menos sério. O lamento vem de D. Jacinto Botelho,
presidente da Comissão Episcopal da Família, que gostaria de ver neste dia "uma
reflexão sobre o namoro cristão e o matrimónio".
A dimensão espiritual de partilha é algo que define o namoro cristão, segundo
Mary Anne d'Avillez, do Movimento de Defesa da Vida. Esta consultora da Comissão
Episcopal das Comunicações Sociais defende que não se devem dar respostas
demasiado abstractas às questões concretas dos jovens que namoram.
Como tal, define "as 5 peças do puzzle do amor", começando pela atracção física,
passando pela necessidade de se contar para alguém, o desejo de se estar com o
outro, a necessidade de ternura, para chegar à necessidade de transmitir a vida.
Mary Anne d'Avillez explica que estes "cinco sonhos" se devem consolidar para
que não se viva "uma dimensão parcial do amor". Também a Associação Portuguesa
de Famílias Numerosas (APFN) lança uma mensagem para o "Dia dos namorados" que
adverte para esta vivência parcial do namoro, que "não é uma brincadeira, uma
simples forma de não estar só, de exibir a beleza do outro ou de provar que
também se arranja alguém que nos ame".
Para explicarmos esta tradição do "Dia dos namorados" temos que recuar ao século
III. São Valentim desafiou as ordem do imperador Cláudio III que proibiu os
casamentos dos jovens mancebos, para que não se distraíssem do esforço de
guerra. Quando o imperador descobriu mandou-o matar, precisamente a 14 de
Fevereiro.

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