Ser deputado nunca foi escravatura! João Pedro Santos, Lisboa
Ao ler o comentário às faltas injustificadas dos
deputados dada pelo dr. Almeida Santos, acho
inacreditável a ousadia em comparar o exercício de
um emprego privilegiado como o de deputado da
Assembleia da República com o conceito penoso de
escravatura. De facto, nunca me passou pela cabeça
que em algum momento da legislatura os deputados
sejam sujeitos a trabalhos forçados ou a uma
restrição alimentar como acontece numa escravatura
real! Acho asqueroso insinuar que os deputados devem
ter direito a três dias de fim-de-semana, perdoando
as faltas injustificadas dos deputados omissos às
suas responsabilidades, por o dr. Almeida Santos
apoiar a inclusão da sexta-feira como folga
adicional aos deputados, ignorando os milhares de
portugueses que vivem com dois empregos, sem folga
ao fim-de-semana, e a trabalhar mais de 10 horas por
dia.
É escandalosa a insinuação de mais vantagens a uma
classe política que pouco tem feito para merecer
sequer os benefícios e regalias implícitos às
tarefas. Se o dr. Almeida Santos se sente
injustiçado, por favor, dê o seu lugar a outro,
porque certamente não faltarão candidatos a um poiso
de palmadinhas nas costas e almoçaradas de
camaradas.