Edward Green é investigador em Harvard (antropologia médica) e membro do Comité Consultivo sobre prevenção  do VIH/SIDA. Green não revela ter objecções de tipo moral em relação aos preservativos e trabalhou, no passado,  com organizações que promovem o seu uso como método de planeamento familiar.  Actualmente, com base no seu trabalho de investigador, manifesta dúvidas sérias em relação à estratégia de luta contra a SIDA baseada na distribuição de preservativos.

Os resultados do seu trabalho estão publicados em 
Rethinking AIDS Prevention: Learning from Successes in Developing Countries (Greenwood Press, 2003, 392 pp.)

É feita uma revisão dos países que tiveram êxito  na redução das taxas de infecção pelo VIH, como o Uganda. Neste país africano a diminuição foi espantosa, de 15% para 5% em apenas dez anos (1992 a 2002). O Dr. Green demonstra que as campanhas de sucesso respeitam e envolvem as pessoas e as suas convicções. A promoção exclusiva do preservativo não só não tem resultado, como tem sido acompanhada do aumento de novas infecções ao longo do tempo. A efectividade limitada do preservativo torna-se uma armadilha porque ao acreditar no poder "protector" do latex muitas pessoas terão comportamentos imprudentes, com consequências trágicas.

 

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