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Dor nas
Costas
Faz parte dos problemas comuns dos adultos, de ambos os sexos, e é uma
causa frequente de perda de dias de trabalho e de dinheiro. Pode ser uma doença
auto-infligida, isto é, desencadeada por nós próprios.
A posição erecta da espécie humana submete os músculos das costas e a coluna vertebral
a um esforço permanente, provocado pelos movimentos e posições do corpo, ao longo do
dia. Mesmo a dormir, toda esta zona continua sujeita a tensões.
Actualmente as queixas de dores nas costas estão em aumento: cada vez mais nos deslocamos
sentados, trabalhamos sentados ou nos mexemos pouco. Em épocas passadas, o trabalho
manual (em casa ou no emprego) e as deslocações a pé eram frequentes. Graças a estes
hábitos, os músculos das costas eram geralmente fortes (aquilo a que os médicos chamam
tónus). Estes músculos resistiam bem ao esforço e serviam de suporte à coluna
vertebral.
À medida que as pessoas têm menos actividade física, os músculos tornam-se mais
fracos. Como consequência não conseguem aguentar o trabalho a que estão sujeitos ao
longo do dia. O simples inclinar-se para calçar os sapatos pode ser o suficiente para
provocar uma crise de dor.
Sintomas:
Dor, rigidez ou incómodo persistente nas costas, em qualquer local
desde o pescoço às ancas. Dor aguda, especialmente depois de pegar num peso ou
ter feito um esforço superior ao habitual. Predomínio no pescoço e ombros ou no fundo
das costas, de modo crónico, nas pessoas que passam muito tempo paradas - sentadas ou em
pé - no emprego, nos transportes, em casa. Pode iniciar-se sem causa aparente,
coincidindo com periodos de maior sobrecarga emocional ou de trabalho, cansaço,
privação de sono. Ás vezes, um espirro é suficiente para desencadear a dor.
Avaliação e tratamento:
Depois de excluir algumas causas mais graves - fracturas, tumores,
lesões ósseas - e de confirmar que a dor tem origem nos músculos, o objectivo do
tratamento consiste em eliminar a dor e promover a recuperação do movimento. Usam-se
medicamentos (analgézicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares), o repouso e os
tratamentos da Medicina Física (fisioterapia).
Prevenção
Embora só tenhamos notado o problema no dia em que tivemos dor, a
causa começou anos antes: são os hábitos posturais que construímos desde novos.
Como nos sentamos, como pegamos em pesos, como trabalhamos, conduzimos, escrevemos. É
aqui que reside a causa - e a solução - desta dor.
Mesmo depois de passada a dor, o problema mantém-se. Fica à espera do próximo erro
de posição para nos voltar a atacar.
Nalguns países faz parte dos hábitos das empresas a oferta de programas de exercícios
de prevenção, para os profissionais em maior risco.
Porém cada um é responsável pelo seu futuro. Algumas mudanças simples de hábitos e a
execução regular de alguns exercícios podem poupar-nos muito sofrimento, tempo e
dinheiro.
nalise a sua posição: encoste-se com os
calcanhares contra a parede. A barriga das pernas, as nádegas, os ombros e a parte de
trás da cabeça devem estar em contacto com a parede. Deve ser possível passar uma mão
entre a parede e o fundo das costas.
Esta é a posição natural - normal, aconselhável - que deve ser mantida quando está em
pé. Se não for assim deve corrigir a sua posição.
Se permanece em pé durante longos períodos, tenha à sua frente um
pequeno banco de cerca de 15 cm de altura no qual apoia, alternadamente, um dos pés. Use
calçado raso e que forneça um bom apoio à curvatura do pé.
sua posição sentada é ainda mais importante.
A cadeira deve permitir apoiar os pés no chão, e não deve
incomodar a dobra dos joelhos. As costas devem estar apoiadas, num ângulo de cerca de 10
graus (use uma almofada apropriada, se necessário). Os antebraços devem poder apoiar-se
no plano de trabalho com os cotovelos em angulo recto.
panhar objectos do chão ou levantar pesos deve ser
feito com as costas direitas e não dobrando a cintura. Assim o trabalho é feito pelos
músculos das pernas e não pelas costas.
Motivos para ir ao médico:
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- formigueiros, adormecimento ou dificuldade em controlar os braços
ou as pernas
- a dor das costas espalha-se ao longo da perna
- dor que piora quando tosse ou se inclina para a frente
- dor quando está deitado ou ao levantar da cama
- dor e febre ou dor com dificuldade em urinar
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