m² de 12 de Outubro de 2002

 

   Finalmente, hoje, sábado, 12 de Outubro, consigo algum tempo para escrever! A semana foi cheia e rica de acontecimentos para comentar! Não posso deixar de me referir a dois, curiosamente, ambos ligados à Igreja: a Canonização de um novo Santo, em Roma, a 6 de Outubro, e o Congresso Nacional da Família, da responsabilidade da Conferência Episcopal Portuguesa, que teve lugar em Lisboa e termina este fim-de-semana em Fátima, com uma Peregrinação das Famílias.

   Ambos os acontecimentos foram momentos altos de Alegria e Unidade, e em qualquer deles tive o privilégio de ser observadora e participante directa.

   Toda a Comunicação Social italiana e certamente parte considerável da Comunicação Internacional revelaram através de imagens e palavras, o extraordinário clima de Alegria, Respeito, Oração e Acção de Graças que caracterizou a multidão de mais de 300.000 pessoas de diferentes raças, culturas, cores e idades, concentradas na belíssima Praça de S. Pedro e ruas adjacentes, no passado domingo, para assistirem à Canonização do Fundador do Opus Dei, S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

   Uma multidão serena, alegre, comovida e agradecida, onde sobressaíam os jovens voluntários que serviam de guias, sempre acolhedores e disponíveis, os chapéus e lenços coloridos dos diferentes grupos de peregrinos, os trajes garridos e típicos de negros de diferentes etnias, as famílias numerosas com os seus filhos de todas as idades, os traços fisionómicos característicos de índios, filipinos e japoneses, enfim gente de todas as partes do mundo, unida numa mesma Oração e num mesmo Credo, em volta do seu queridíssimo Pastor, o Papa João Paulo II.

   Como o Santo Padre recordava na sua Homilia , “(...) Elevar o mundo até Deus e transformá-lo a partir de dentro : eis o ideal que o Santo Fundador vos apresenta, (...)Seguindo os seus passos, difundi na sociedade, sem discriminação de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade (...).”

   Foi certamente uma Festa inesquecível que porventura terá marcado de forma positiva e transformante muitos dos presentes e que perdurará na memória e no coração de quantos nela tomaram parte directamente, ou através das emissões da RAI Uno e da RTP, que assim prestaram um verdadeiro serviço público.

   Por outro lado, também aqui em Lisboa, não pode, nem deve ser silenciado o oportuno Congresso intitulado “Família, faz-te ao largo”, que decorreu na Culturgest e Palácio das Galveias, e onde sobressaíram não só o valor intrínseco das excelentes comunicações apresentadas e as intervenções de D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, como também a impressionante variedade de carismas dos diferentes movimentos de espiritualidade familiar que testemunharam e assim contribuem para maior riqueza, dinamismo e juventude da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana.

   Do excelente Manifesto final , a que poderemos aceder por Internet, mas também certamente através dos jornais em devido tempo, ressalto as palavras “(...) A família cristã é uma comunidade crente, evangelizadora e orante, de diálogo com Deus e serviço ao ser humano.” Na verdade, é preciso evangelizar, ser sinal de Luz e Esperança num mundo profundamente conflituoso, vazio e amargurado, tanto na abastança como na penúria.

   Cada um de nós como pessoa e conjuntamente com a família a que estamos unidos, se de verdade queremos ser cristãos, temos certamente um metro quadrado de acção e responsabilidade nesta tarefa de santificação pessoal e evangelização. O local onde trabalhamos com colegas, a rua onde nos cruzamos com o outro, a casa onde vivemos, o tempo e o lugar da nossa vida são precisamente espaço e instrumento da nossa santificação e evangelização. É isso que a Igreja não cessa de recordar, através dos acontecimentos de mais esta semana ! Não há tempo a perder! “Família, faz-te ao largo!”

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