Informação à Comunicação Social 4 de Julho de 2002

RESULTADOS DEFINITIVOS
A NATALIDADE EM PORTUGAL
2001



Acaba de ser disponibilizada, no "site" do INE (www.ine.pt), a versão electrónica da publicação "Estatísticas Demográficas de 2001", devendo também ficar disponível em suporte de papel, dentro de muito poucos dias.

Em 2001, nasceram em Portugal 112 825 crianças, menos 7 246 que em 2000, o que se traduz numa variação negativa de 6,0%. A taxa de natalidade (n.º de nados-vivos por mil habitantes) foi de 10,9‰, menos 7,6% relativamente ao ano anterior.

Uma análise retrospectiva permite verificar que o número de nados-vivos decresceu entre 1991 e 1995, ano em que atingiu o seu valor mais baixo (107 184); nos cinco anos seguintes registou uma subida, atingindo o pico em 2000, com 120 071 nados-vivos, e baixando, em 2001, para um valor próximo do verificado em 1997 (113 047).


Por áreas geográficas e em termos proporcionais, a maior incidência de nados-vivos verificou-se na região Norte (36,9%); refira-se no entanto que, comparativamente a 2000, todas as regiões registaram variações negativas: Norte (-6,9%), Centro (-6,3%), Lisboa e Vale do Tejo (-5,1%), Alentejo (-7,4%), Algarve (-4,1%), Região Autónoma dos Açores (-9,6%) e Região Autónoma da Madeira (-1,8%).

Em termos de taxa de natalidade, o valor mais elevado registou-se na Região Autónoma dos Açores (13,2‰), seguindo-se a Madeira (12,9‰) e as regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo, ambas com 11,4‰. O valor mais baixo registou-se no Alentejo (8,4‰).

Quanto à idade da mãe, os escalões "20 a 24 anos" (28,0% em 1991 e 19,3% em 2001) e "25 a 29 anos" (34,8% em 1991 e 33,3% em 2001) têm vindo progressivamente a perder peso, enquanto que os escalões "30 a 34 anos" (19,9% em 1991 e 27,4% em 2001) e 35 a 39 anos" (7,1% em 1991 e 11,7% em 2001) têm mostrado uma evolução significativamente crescente na última década.

Em relação à idade do pai, a situação é idêntica: os escalões "20 a 24 anos" (16,9% em 1991 e 11,8% em 2001) e "25 a 29 anos" (34,0% em 1991 e 28,2% em 2001) têm vindo progressivamente a perder peso, enquanto que os escalões "30 a 34 anos" (26,2% em 1991 e 30,1% em 2001) e "35 a 39 anos" (11,7% 1991 e 16,9% em 2001) têm mostrado uma evolução positiva.


No que respeita à filiação, apesar da maioria dos nascimentos continuar a ocorrer dentro do casamento (76,2%), os verificados fora do casamento têm progredido sistematicamente, representando 23,8%, em 2001. Destes, 17,8% e 6,0%, respectivamente, com e sem coabitação dos pais. Em contrapartida, a análise dos dados para o período entre 1991 e 2001, permite concluir que o número de crianças nascidas dentro do casamento tem vindo a perder peso.

Por áreas geográficas, a maior incidência dos nascimentos fora do casamento registou-se nas regiões do Algarve (41,6%) e de Lisboa e Vale do Tejo (34,1%); o Norte e a Região Autónoma dos Açores situaram-se apenas nos 14,4% e 14,1%, respectivamente.

Em 2001 e quanto à ordem de nascimento, 53,3%, 34,3% e 12,6% do total respeitaram, respectivamente, a primeiros, a segundos e a terceiros ou mais filhos. Em relação ao ano de 1991, respectivamente pela mesma ordem, a distribuição proporcional foi a seguinte: 51,8%, 31,9% e 16,3%; por conseguinte, verificou-se uma subida na proporção de nados-vivos de primeira e segunda ordem, enquanto que os de ordem superior (três ou mais filhos) registaram uma descida de 23% na última década.

Tendo por referência a condição perante o trabalho dos pais, em 2001, a percentagem de mães empregadas situou-se nos 71,0% e os pais em 93,3%. Refira-se que em 1991, a percentagem de mães empregadas situava-se apenas nos 51,1%.



 

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