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MOVE
- Movimento de Pais - 4 Nov 2005
COMUNICADO
Pareceres
sobre Educação
Sexual
Foram divulgadas
algumas conclusões
dos pareceres do
Conselho Nacional de
Educação (CNE) e da
Comissão coordenada
pelo professor
Daniel Sampaio (GTES),
pedidos em Junho
último pela Srª
Ministra da Educação
sobre a educação
sexual em meio
escolar.
Sem prejuízo de uma
análise mais
aprofundada, e após
uma análise
preliminar dos dois
relatórios que foram
disponibilizados
para consulta
pública, o MOVE -
Movimento de Pais
quer salientar os
seguintes pontos:
-
Ambos os
pareceres apontam
a necessidade
de alterar o que
a título de
Educação Sexual
se estava a
passar nas
escolas,
indo ao encontro
da petição
lançada pelo
MOVE.
-
O CNE constata a
inadequação
sublinhada dos
materiais
sugeridos nas
Linhas
Orientadoras
do ME,
dando razão ao
MOVE, que desde
o seu arranque
vem pedindo que
sejam retirados
esses materiais
das escolas
portuguesas.
-
Tal como o MOVE
sempre defendeu
,
ambos os
pareceres
apontam para a
necessidade de
uma maior
intervenção dos
pais e
encarregados de
educação
nesta matéria
que "não é
uma questão
meramente
escolar",
mas “que se
enquadra na
educação em
valores e para
os valores”
(ponto 4 das
Recomendações do
CNE).
Em relação ao
parecer do CNE, o
MOVE aguarda a
concretização da
forma como essa
intervenção deverá
ser feita.
No entanto, em
relação ao parecer
do GTES, o MOVE
declara-se
perturbado e
perplexo com algumas
das medidas
propostas, tais como
a introdução de
um professor-tutor
(que “pode actuar
como adulto de
referência”) e a
criação de um
gabinete de apoio
aos alunos (como “a
única forma de apoio
aos jovens”).
O MOVE considera que
estas propostas
sancionam mais uma
vez o Estado a tomar
controlo da educação
dos nossos filhos,
numa clara tentativa
de sobreposição aos
pais e educadores. O
MOVE lembra que
nesta matéria o
sucesso requer o
empenhamento dos
pais.
-
Quanto à
questão da
obrigatoriedade,
o MOVE
congratula-se
com as propostas
do CNE
,
uma vez que “considera
que deve ser
dada particular
atenção às
singularidades e
às condições de
diversidade e
multiculturalidade
em termos de
contextos de
formação
educativa do
aluno desde a
educação
pré-escolar até
ao ensino
secundário.”
(ponto 3 das
Recomendações do
CNE),
propondo uma
obrigatoriedade
de oferta por
parte das
escolas e
deixando a
obrigatoriedade
de frequência
por parte dos
alunos ainda por
definir.
Em relação ao
parecer do GTES ,
o MOVE regista com
preocupação a
exigência da
obrigatoriedade da
Educação Sexual,
integrada num espaço
de Promoção e
Educação para a
Saúde, mais uma
vez demonstrando
grande falta de
respeito pelas
opções que pertencem
aos pais e
educadores, em clara
violação da
Constituição
Portuguesa e dos
Direitos do Homem.
-
A
transversalidade
proposta pelo
GTES
apresenta-se
TOTALITÁRIA.
Incentiva a
abordagem de
questões
relacionadas com
Educação Sexual
em todas as
disciplinas,
numa estrutura
pesada e sem
qualquer
intervenção das
famílias.
O MOVE
opõe-se
TOTALMENTE a
esta concepção.
Conscientes de que
esta questão é
complexa, quer pela
natureza de
intimidade que lhe é
inerente, quer pela
liberdade de todos
os que nela intervêm
e que deve sempre
ser respeitada, o
MOVE considera que
não estão esgotadas
as opções possíveis
de abordagem da
Educação Sexual nas
escolas e coloca-se
à disposição da Sra.
Ministra da Educação
para uma
apresentação dos
princípios que
promove.
Lisboa, 4 de
Novembro de 2005
Pelo MOVE -
Movimento de Pais
Ana Líbano Monteiro
Isabel Carmo Pedro
Adriana Menezes
Tel: 934 600 075
http://www.move.com.pt
(ver relatório preliminar do
GTES e Parecer Final do CNE)
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