Comunicado da Federação Portuguesa Pela Vida

NOTICIA EM CAUSA
http://stream.rtp.pt:8080/ramgen/inteiros/Jornal223122002.rm?start=0:38:47&end=1:33:45

 


COMUNICADO

           

A Federação Portuguesa Pela Vida vem manifestar publicamente a sua total discordância pela forma como na edição do Jornal 2 (RTP 2), do passado dia 23 de Dezembro de 2002, segunda-feira, foi abordada a questão do abaixo assinado a favor do indulto presidencial à enfermeira/parteira da Maia, conhecida por Maria do Céu.

 

            Esta iniciativa – como qualquer outra que possa ser considerada com interesse informativo ou jornalístico – poderá ser tratada e destacada num programa de informação. Mas não é correcto que a propósito da entrevista à Dra. Inês Pedrosa, e em especial a peça que a introduziu, se tenha aproveitado para lançar uma despudorada campanha pró-aborto. É inaceitável não só o tom geral de propaganda pró-aborto, como é ainda inadmissível que este tema tenha sido tratado desta forma na televisão pública, sem qualquer tipo de contraditório.

 

            É a isenção do programa que foi posta em causa, senão mesmo desprezada. Note-se, para que fique bem claro: não é a divulgação da existência da iniciativa que se questiona, nem sequer a entrevista à sua promotora principal, mas sim o facto de, a pretexto de dar a conhecer esta iniciativa, se ter realizado uma inusitada campanha a favor da liberalização do aborto em Portugal, sem ser garantido o direito de resposta àqueles que a isso se opõem. E é mais chocante ainda o facto de a esta notícia ter sido dedicado o tempo de mais de 14 minutos, o que se afigura como totalmente despropositado em TV!

 

            A peça de apresentação da entrevista foi definitivamente rude e tendenciosa na forma como se referiu ao aborto em Portugal. Notou-se que o objectivo era dar mais um contributo para a liberalização do aborto, em vez de prestar um contributo para a informação e debate isentos sobre este tema. Assim, foi sem debate, sem contraditório e sem possibilidade de resposta para aqueles que defendem a Vida – e que a Federação Portuguesa Pela Vida representa – que tudo se passou e desenrolou.

 

            Com o presente comunicado, a Federação Portuguesa Pela Vida vem manifestar a sua frontal discordância face ao carácter tendencioso da referida peça, solicitando ainda o direito de resposta face às matérias que aí foram tratadas.

 

Porto, 27 de Dezembro de 2002

A Direcção

José Paulo Areia de carvalho